Certificação Verde Amazônia Arawá será lançada em Manaus e propõe critérios adaptados à realidade regional
Na área de descarbonização, empresas deverão apresentar inventários anuais de emissões de gases de efeito estufa. (Foto: Divulgação)
Um novo selo ambiental voltado especificamente para empresas que atuam na Amazônia será lançado às 17 horas no dia 23 de março, em Manaus, durante a 3ª edição da Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026, Centro de Convenções Vasco Vasques, no stand do Instituto de Pesquisa Arawá Energia e Ambiente da Amazônia (IPAEAM). A iniciativa, chamada Certificação Verde Amazônia Arawá, foi desenvolvida pelo IPAEAM e pretende criar parâmetros de sustentabilidade adaptados à realidade ambiental e econômica da região.
A proposta é estabelecer um sistema de certificação que vá além dos modelos tradicionais de ESG (ambiental, social e governança), incorporando critérios voltados à proteção da biodiversidade amazônica, à relação com comunidades locais e à redução das emissões de carbono.
Segundo o presidente do IPAEAM, Luiz Eduardo Oliveira de Araújo, o Instituto Arawá lança este selo inédito na região que foi estruturado para atender empresas de nacionais ou internacionais de diferentes portes que operam na Amazônia e que buscam demonstrar compromisso com práticas ambientais auditáveis.
O lançamento do programa deve reunir representantes de empresas, especialistas em sustentabilidade e instituições ligadas a agenda ambiental e ao desenvolvimento regional. O stand do Instituo Arawá estará até o dia 26 de março na 3ª edição da Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026.
A certificação foi organizada em quatro dimensões estratégicas: descarbonização e energia, economia circular, sustentabilidade amazônica e governança corporativa.
Na área de descarbonização, as empresas deverão apresentar inventários anuais de emissões de gases de efeito estufa, seguindo metodologias reconhecidas internacionalmente, como o GHG Protocol, além de estabelecer metas documentadas de redução ou neutralização de carbono.
Também estão previstos incentivos à adoção de fontes renováveis de energia e ao planejamento de transição energética de longo prazo.
Já a dimensão de economia circular estabelece critérios para gestão de resíduos e metas mínimas de reciclagem, que podem variar entre 20% e 50% conforme o nível de certificação obtido pela empresa.
Outro eixo do programa envolve a chamada sustentabilidade amazônica. Nesse caso, entram requisitos como políticas de não desmatamento, ações voltadas à proteção da biodiversidade e iniciativas de diálogo e parceria com comunidades locais.
A quarta dimensão diz respeito à governança e à transparência, com exigências como relatórios de sustentabilidade, códigos de ética e indicadores ESG passíveis de auditoria.
A certificação terá validade de dois anos. Durante esse período, as empresas deverão apresentar relatórios anuais de acompanhamento e passar por uma nova auditoria ao final do ciclo.