Após vistoria

'Situação é mais grave do que eu imaginava', diz ministro do Meio Ambiente sobre queimadas no AM

Capobianco vê indícios de incêndios criminosos em áreas de floresta preservada no estado

Gabrielly Gentil
11/10/2026 às 15:00.
Atualizado em 11/10/2026 às 15:26

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram neste domingo (11) áreas atingidas pelos incêndios florestais no Amazonas. Durante entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus, após a vistoria, Capobianco afirmou que a situação era mais grave do que imaginava.

“O que vimos ali é uma situação muito grave, mais grave do que eu imaginava antes de fazer o sobrevoo, porque identificamos muitos focos de incêndio no meio da floresta preservada. Não se trata apenas daquele fogo que foi colocado em pastagem e adentrou a floresta. Isso é muito comum, ocorre muitas vezes porque o fogo vai rapidamente entrando por baixo da floresta, danificando a floresta”. 

“Mas, nesse caso, além do fogo que vem da pastagem, nós vimos focos no meio da floresta preservada, inúmeros focos. Esse é o problema grave, porque indica claramente que são incêndios criminosos com o objetivo de degradar a floresta e posteriormente buscar a derrubada na sequência”, acrescentou.

Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional também veio ao Amazonas para realizar vistoria na região

O ministro defende a atuação das forças de segurança para responsabilizar quem provoca incêndios.

“Nós temos que fazer um apelo ao governo do Estado que, além do Corpo de Bombeiros, coloque também a Polícia Militar para atuar. É fundamental que esses indivíduos que estão agindo criminosamente vejam que serão punidos, ou seja, é necessário combater a impunidade que está reinando aqui na região”, afirmou.

Início da operação

As equipes já iniciaram os trabalhos de combate aos incêndios, mas a continuidade das operações depende das condições meteorológicas. “A nossa ideia era que elas começassem intensamente hoje, mas tivemos problemas de teto. Veja que nós estávamos aguardando para fazer o sobrevoo desde cedo, só conseguimos voar agora quando melhorou o tempo. Então a partir de agora todas as equipes estão de prontidão, inicia as operações e sempre que o tempo permitir, que houver teto para os voos, nós faremos os voos necessários”.

Segundo Capobianco, a operação federal seguirá sem prazo determinado, conforme orientação do presidente. “Elas [as equipes] têm um prazo bem claro definido pelo presidente Lula, até apagar os focos de incêndio que estão causando dano à população de Manaus”.

Também participaram da agenda o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, e o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa.

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica - Empresa de Jornais Calderaro LTDA.© Copyright 2026Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por