Zona Franca de Manaus

Codam reúne 45 projetos e reforça expansão de empresas já instaladas no Polo de Manaus

Pauta prevê R$ 434,6 milhões em investimentos fixos e 1.081 empregos, com destaque para celulares, tablets e veículos de mobilidade elétrica

Omar Gusmão
26/08/2026 às 13:59.
Atualizado em 26/08/2026 às 14:01

(Foto: Agência Brasil)

Em sua 321ª reunião, o Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) analisa nesta quinta-feira (27) uma pauta com 45 projetos industriais que, juntos, preveem cerca de R$ 434,6 milhões em investimentos fixos e R$ 590,3 milhões em investimentos financeiros, além da criação de 1.081 postos de trabalho no Amazonas.

Entre os projetos listados na pauta prévia da reunião, estão 22 de implantação de novos empreendimentos no Polo Industrial de Manaus (PIM), 21 de diversificação de indústrias já instaladas e dois de atualização. A reunião 321ª reunião do Codam acontece nesta quinta-feira (27), às 10h, no auditório Silveira Fontes, no Senai do Distrito Industrial.

A maior parte dos recursos, contudo, está concentrada em projetos de diversificação de empresas já instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). São R$ 364,6 milhões em projetos de diversificação contra R$ 70 milhões em projetos de implantação.

Em volume de empregos, entretanto, a diferença é menor: são 651 postos em diversificação contra 388 em implantação. Esses números mostram um fenômeno interessante: empresas já instaladas no PIM estão apostando na ampliação e diversificação de sua produção.

Em comparação com a reunião anterior, realizada em junho, quando foram analisados 80 projetos, com R$ 2,68 bilhões em investimentos previstos, diante dos atuais 45 projetos e cerca de R$ 434 milhões em investimentos fixos, houve uma redução considerável que não preocupa em nada o titular da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas.

“Os números da pauta são muito bons. A pauta anterior, que aprovou 80 projetos, foi a maior de todos os tempos e teve um período maior de prazo para submissão de projetos. 45 projetos é um patamar muito acima da média histórica de 30 projetos por pauta”, afirmou o secretário.

Gustavo Igrejas revelou ainda que o número de projetos já supera o do ano passado na mesma época. “Já são 214 projetos. Ano passado, em 4 reuniões eram 189, sendo que deveremos mais uma vez bater recorde de projetos aprovados, depois dos 320 do ano passado, que se constituíram no maior recorde de todos os tempos”, pontuou.

Para o titular da Sedecti, a Zona Franca de Manaus (ZFM) vive o melhor momento de sua história em todos seus principais indicadores. “São mais de 23 bilhões de dólares em faturamento no primeiro semestre deste ano, mais de 130 mil empregos diretos e quase 11 bilhões de dólares em investimentos totais. A confiança do investidor na ZFM continua em alta, tanto é que já vemos uma grande movimentação de projetos para a próxima pauta”, declarou.

Destaque da pauta

Sozinha, a TCL SEMP concentra uma parcela expressiva dos investimentos previstos na reunião. A empresa quer ampliar a produção de celulares e acrescentar tablets aos artigos produzidos no PIM, com os incentivos da ZFM, sinalizando que continua apostando no Polo Industrial de Manaus para sua produção de eletroeletrônicos.

As duas proposições são de diversificação. Na proposição 289, a TCL SEMP prevê R$ 283,7 milhões de investimento fixo e R$ 298,2 milhões de investimento financeiro para a fabricação de telefones celulares, com produção projetada de 1 milhão de unidades no primeiro ano, 1,5 milhão no segundo e 2 milhões no terceiro. O projeto prevê 184 novos empregos. Já a proposição 290 prevê mais R$ 35,8 milhões de investimento fixo, R$ 33,6 milhões de investimento financeiro e 72 empregos para a fabricação de tablets. 

Somados, os dois projetos da TCL SEMP representam aproximadamente R$ 319,5 milhões em investimento fixo, além de R$ 331,8 milhões em investimento financeiro e 256 empregos. Ou seja, os dois projetos da empresa concentram cerca de 74% de todo o investimento fixo previsto nos 45 projetos da pauta.

Mobilidade elétrica 

A pauta também sinaliza uma aposta em alternativas de mobilidade elétrica. Entre os projetos estão a fabricação de bicicletas elétricas e de ciclomotores e motocicletas elétrica. A proposta da Saige Veículos da Amazônia, por exemplo, prevê a produção de ciclomotores e motocicletas elétricas, enquanto a GO Indústria de Motos contempla bicicletas elétricas. 

Além de celulares e tablets e da mobilidade elétrica, a pauta reúne projetos em diferentes segmentos da indústria. Há propostas para fabricação de componentes para televisores e monitores, produtos plásticos, embalagens, alimentos e bebidas, produtos químicos e materiais destinados à construção civil. Também aparecem iniciativas ligadas à indústria naval, com produção de balsas e barcos para empurrar outras embarcações.

A pauta também mostra que o movimento da indústria no PIM não é somente de crescimento. Entre os chamados “outros pleitos”, há empresas que pedem paralisação temporária de linhas de produção, enquanto outras solicitam alterações no enquadramento de produtos e nos incentivos fiscais.

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