Após representar o Amazonas na competição nacional, modelo amazonense fala sobre rotina, desafios e os planos para a próxima fase da carreira.
(Foto: Divulgação)
Subir ao palco do Miss Universe Brasil 2026 com o pé machucado foi um dos momentos mais desafiadores da jornada de Tarcia Ciarlini na competição nacional. A representante do Amazonas havia passado por dias de confinamento, uma rotina de até 18 horas de atividades e intensa preparação física e emocional. Mesmo diante da lesão, seguiu na disputa e hoje avalia que a experiência deixou aprendizados que vão além do resultado da competição.
Aos 33 anos, mãe de um filho de 17 anos e com uma carreira internacional iniciada ainda na infância, Tarcia também integrou uma edição marcada pela ampliação dos perfis femininos no concurso: a competição reuniu 31 candidatas na etapa final e teve nove mães entre as classificadas, em um movimento de ampliação da representatividade feminina.
A experiência colocou a amazonense em contato com uma dinâmica diferente daquela que conhecia das passarelas internacionais e mostrou, na prática, o nível de preparação exigido por uma competição nacional. “Eu nunca havia vivido uma rotina como aquela. É uma experiência que exige muito física e emocionalmente”, afirma.
A rotina do concurso incluiu compromissos sucessivos, pouco descanso, horários irregulares para alimentação e preparação diária de cabelo, maquiagem, figurino, postura e performance. Para Tarcia, a vivência também serviu para identificar pontos de sua preparação que ainda podem ser aprimorados. “Minha experiência como modelo internacional me deu muita bagagem, mas o universo dos concursos é diferente. Saio sabendo exatamente onde fui forte e onde ainda posso evoluir. Para mim, isso também é crescimento”, garante.
Durante a competição, Tarcia buscou apresentar o Amazonas a partir de sua própria perspectiva, valorizando cultura, história e identidade regional. “Eu não queria simplesmente repetir algo que já tivesse sido feito. Queria apresentar ao Brasil um pouco da grandeza da nossa cultura, da nossa história e das nossas raízes através do meu olhar”, conta.
A exposição nacional também foi usada para dar visibilidade ao Abrigo Moacyr Alves , instituição que atua no acolhimento e atendimento de crianças e adolescentes, especialmente pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social. Para a miss, levar o trabalho da instituição a novos públicos foi uma das principais conquistas da experiência. “A coroa seria maravilhosa, mas propósito também é vitória", resume Tarcia.
Com o encerramento da etapa nacional, a modelo pretende usar o período seguinte para aprofundar os estudos e investir no desenvolvimento pessoal e profissional. O retorno às passarelas, onde iniciou a carreira aos 10 anos e construiu trajetória internacional a partir da adolescência, também está entre as possibilidades.
“Quero viver esse próximo momento com calma. Estou empenhada em focar nos meus estudos, investir ainda mais no meu crescimento pessoal e profissional e reencontrar o grande amor da minha trajetória: as passarelas da moda”, revela.
A faixa de Miss Universe Amazonas fecha um capítulo importante, mas deixa portas abertas para novos projetos. “Agora quero descobrir quais delas fazem sentido para a mulher que me tornei”, conclui.