Amazonense criada na Vila do Janauacá relembra início no Iranduba, chegada ao Cruzeiro e o momento em que recebeu a notícia de que defenderia o Brasil
(Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro)
Uma das grandes jogadoras do futebol amazonense nas últimas décadas, a amazonense Marília Furiel (atual atleta do Cruzeiro), nascida e crescida na Vila do Janauacá, comunidade que fica na zona rural do município que fica a 159 km da capital amazonense, esteve no podcast da TV Cruzeiro, em episódio que foi ao ar nesta quinta-feira (1), falar sobre momentos marcantes de sua carreira.
Marília começou sua trajetória no futebol baré em jogos nas comunidades do interior. Em 2019, após uma peneira do Esporte Clube Iranduba, Lauro Tentardini, diretor de futebol do clube na época, contratou a atacante de 16 anos para a equipe sub-18 do Hulk da Amazônia. Ainda pelo Iranduba, Marília foi convocada para a Seleção Brasileira de base sub-17.
Ainda no futebol amazonense, Marília ainda chegou a atuar no Instituto 3B. Entretanto, as atuações e o potencial da jovem atleta baré chamou a atenção de dirigentes do Cruzeiro. Ao ser perguntada sobre a sensação do interesse do Cabuloso, Marília foi transparente ao frisar sobre o seu medo de deixar a família pela primeira vez e até revelou que chegou a “deixar no vácuo” o seu empresário quando o mesmo iniciou os contatos sobre o interesse celeste.
No Cruzeiro desde 2021 e campeã mineira em 2023, foi em outubro de 2024 que Marília alcançou o auge de todo atleta que joga futebol no Brasil. A diretora de futebol feminino da Raposa na época, Bárbara Fonseca, foi quem contou as boas notícias para Marília de que Arthur Elias a convocou para defender a amarelinha.
A atleta baré brinca que, a sua primeira reação ao ver que a ligação era da direção do Cruzeiro, foi pensar se fez algo de errado.