Modelo anfíbia não conseguiu levantar voo por causa da chuva, parou em barranco e apresentou vazamento de combustível
Foto: Junio Matos
A aeronave anfíbia Cessna 216 que saiu da pista no Aeroclube de Manaus, na tarde desta terça-feira (24), no bairro Flores, zona Centro-Sul da capital, derrapou durante a tentativa de decolagem por causa da pista molhada pela chuva, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). O avião levava um piloto e um passageiro, que não sofreram ferimentos.
De acordo com a aspirante a oficial Meirelane, do comando de socorro do CBMAM, a corporação foi acionada por funcionários de um hangar por volta das 13h15 para uma ocorrência inicialmente informada como queda de aeronave. A primeira viatura a chegar ao local foi a de salvamento, no entanto, ao avaliar a situação, os bombeiros constataram que não houve queda.
Segundo o piloto, a aeronave não conseguiu decolar, derrapou na pista devido à chuva e acabou ultrapassando o limite da área de pouso, parando em um barranco próximo a uma área de mata. “O piloto informou que, no momento da decolagem, estava chovendo. A aeronave derrapou na pista molhada e saiu para uma área de barranco e mata”, explicou a oficial.
Quando as equipes chegaram ao local, o piloto e o passageiro já estavam fora da aeronave. Apesar do susto, eles não apresentavam lesões aparentes e recusaram atendimento médico das equipes de resgate.
Os bombeiros realizaram procedimentos de segurança na aeronave, que apresentava vazamento de combustível e estava em curto-circuito. Para evitar risco de incêndio, a guarnição fez o desligamento de fusíveis e interrompeu a transmissão de energia da bateria.
Após a estabilização da área, a aeronave foi entregue aos peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), que ficaram responsáveis por apurar as causas do incidente.
Ao todo, três viaturas e nove bombeiros foram mobilizados para a ocorrência. Uma viatura de combate a incêndio permaneceu no local para garantir a segurança da operação.
Segundo informações repassadas pelo piloto aos bombeiros, o voo era particular e tinha como destino o município de Manicoré, no interior do Amazonas.
Acidente ocorreu três dias após queda de avião
O caso ocorreu três dias após a queda de outra aeronave de pequeno porte no mesmo aeroclube. No dia 21 de março, o instrutor de voo Fernando Lúcio morreu após o avião em que estava cair logo após a decolagem.
O aluno-piloto Ulisses Oliveira, que também estava a bordo, ficou gravemente ferido e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Ele faleceu na unidade de saúde.
Testemunhas relataram que a aeronave chegou a levantar voo, mas perdeu sustentação e caiu em uma área de mata nas proximidades da área de paraquedismo. O corpo do instrutor foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).