Camila Barroso e Antônio Chelton respondem por homicídio e tortura de Geovana Martins; família cobra data do julgamento
Márcia, mãe da babá Geovana Martins, cobra agilidade do Poder Judiciário na marcação do júri popular (Reprodução)
A Justiça do Amazonas determinou que os réus Camila Barroso da Silva e Antônio Chelton Lopes de Oliveira sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte e tortura da babá Geovana Costa Martins, de 20 anos. O caso ocorreu em Manaus e gerou forte comoção entre familiares e moradores da capital.
Apesar da decisão de pronúncia que enviou os acusados a júri popular, a data para a realização do julgamento ainda não foi marcada. A mãe da vítima, Márcia Costa, cobra publicamente uma definição do Poder Judiciário sobre o cronograma processual após anos de espera por respostas e justiça.
Atualmente, os acusados respondem ao processo sob diferentes condições. Camila Barroso obteve autorização judicial para cumprir prisão domiciliar sob a justificativa de ser mãe de uma criança com deficiência. Antônio Chelton segue detido no sistema prisional. De acordo com as informações apuradas, um terceiro suspeito de envolvimento no crime segue foragido.
O corpo de Geovana Costa Martins foi localizado em uma área de mata no bairro Tarumã-Açu, na Zona Oeste de Manaus. Segundo relatos da família e apurações sobre o caso, a vítima passou por agressões físicas e torturas ao longo de dias antes de ser assassinada. Há também a suspeita levantada por familiares de que a jovem estaria sob coação para ser utilizada no transporte de entorpecentes.