INTEGRAÇÃO

Kickingball aproxima mulheres venezuelanas de suas raízes em Manaus

Equipe Medusa Kickingball Club reúne migrantes duas vezes por semana e busca ampliar a prática do esporte feminino na capital amazonense

acritica.com
30/09/2026 às 15:37.
Atualizado em 30/09/2026 às 15:37

(Foto: Divulgação)

Em Manaus, mulheres venezuelanas encontraram no kickingball uma forma de manter viva uma prática esportiva ligada à cultura do país de origem e, ao mesmo tempo, criar novos vínculos na cidade onde vivem. Reunidas na equipe Medusa Kickingball Club, elas treinam duas vezes por semana no campo de futebol do Penarol, no bairro Raiz, na zona Sul da capital.

Além dos treinos, o grupo busca divulgar a modalidade e incentivar a participação de outras mulheres. Para as integrantes, o esporte representa também uma oportunidade de reencontro com costumes e lembranças do país de origem.

O kickingball é um esporte coletivo feminino que reúne elementos semelhantes aos do beisebol e da queimada, mas utiliza os pés para colocar a bola em jogo. A jogadora deve chutar a bola e percorrer as quatro bases para marcar um ponto, chamado de “corrida”. Na defesa, dez jogadoras ficam distribuídas pelo campo para recuperar a bola e tentar impedir o avanço das corredoras.

Esporte como conexão com a Venezuela

A relação de Isbelis Bentacaurt com o kickingball começou ainda na infância. Depois de conhecer a equipe Medusa em Manaus, ela encontrou a oportunidade de voltar a praticar a modalidade que fazia parte da sua rotina quando era criança.

“Eu jogava quando era criança e, aqui em Manaus, encontrei a equipe Medusa. Há muito tempo eu queria voltar para esse esporte e, hoje, poder praticar novamente com elas me deixa muito feliz. É uma sensação de estar em casa”, conta.

Para Isbelis, a modalidade vai além da prática esportiva. O companheirismo e o trabalho em equipe são parte importante da experiência vivida pelo grupo.

Divulgação para outras mulheres

A equipe também busca fazer com que mais pessoas conheçam o kickingball em Manaus. Karolina Jimenez, integrante do Medusa, procurou o Instituto Hermanitos, organização que atua com pessoas refugiadas e migrantes, para pedir apoio na divulgação do grupo e no fortalecimento da equipe.

“Eu entrei em contato com o Hermanitos para que mais gente pudesse conhecer o nosso esporte. É um esporte feito para mulheres e eu convido vocês a conhecerem o nosso time”, afirma Karolina.

O Instituto Hermanitos passou a incentivar a iniciativa por considerar o esporte uma ferramenta de inclusão, lazer e convivência, especialmente para pessoas que estão se adaptando após deixar o país de origem.

Segundo Anderson Mattos, coordenador de Programas e Projetos e cofundador do Instituto Hermanitos, iniciativas como a do Medusa também contribuem para a criação de vínculos e espaços de acolhimento.

“O esporte é uma importante ferramenta de integração, porque cria espaços de convivência, fortalece vínculos e permite que mulheres migrantes mantenham vivas práticas que fazem parte da sua cultura. Apoiar iniciativas como a do Medusa também é uma forma de ampliar esses espaços de encontro e acolhimento em Manaus”, destaca.

Como participar

Mulheres interessadas em conhecer ou participar da equipe podem entrar em contato pelo Instagram @medusakixkingball09.

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