Eles foram considerados culpados por quatro homicídios qualificados e seis tentativas de homicídio.
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Três homens foram condenados por participação direta na rebelião registrada na madrugada de 8 de janeiro de 2017, na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, episódio que terminou com quatro presos mortos e seis feridos. Janderson Rolin Matos, conhecido como “Passarinho”, recebeu pena de 282 anos de prisão; Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, foi sentenciado a 36 anos; e Jones dos Remédios Martins, chamado de “Bactéria”, a 50 anos. Eles foram considerados culpados por quatro homicídios qualificados e seis tentativas de homicídio. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), e a execução provisória das penas começa após a publicação da sentença, ainda passível de recurso.
O julgamento ocorreu entre os dias 23 e 27 de fevereiro, na 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, sob condução do juiz Fábio Olintho de Souza. A acusação foi sustentada pelos promotores de Justiça Clarissa Moraes Brito e Thiago de Melo Roberto Freire, do Ministério Público do Estado do Amazonas.
A rebelião na unidade prisional foi apontada como represália ao massacre registrado dias antes no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que terminou com 56 detentos mortos. No caso da Vidal Pessoa, quatro internos foram assassinados e outros seis ficaram feridos.
Em julho de 2025, João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues já havia sido condenado a 168 anos de prisão pelo envolvimento no caso. Outros julgamentos estão marcados para os períodos de 4 a 8 de maio de 2026 e de 29 de junho a 3 de julho de 2026, quando mais acusados irão a júri.