Décima terceira edição levou estudantes de faculdades particulares a assistir simulação de julgamento neste sábado
A Matinta Pereira foi interpretada pela atriz Rosa Malagueta (Foto: Jeiza Russo)
Advogados de 22 estados e estudantes de direito se reuniram neste sábado (19) para acompanhar o julgamento de Maria Pereira da Mata, vulgo Matinta Pereira, interpretada pela atriz amazonense Rosa Malagueta no ‘Júri Épico’, um projeto que reúne, direito, teatro, arte e tradição popular. Coordenado pelo advogado e produtor de eventos Wagner Araújo, o Júri Épico chegou a sua 13ª edição em 2026 e encerra a turnê do ano no Teatro Manauara.
“Nós estamos pela segunda vez aqui no Amazonas. Ano passado fizemos o julgamento do Boto Rosa, e esse ano nós voltamos com o tema da Matinta Pereira, que supostamente, na trama, coloca veneno na cachaça de um caçador de onças. Ela, como protetora da floresta, vem fazer a defesa das onças. A gente tem a Rosa Malagueta interpretando belissimamente a Matinta Pereira e advogados de 22 estados estão aqui hoje, criminalistas dos casos mais polêmicos do Brasil, para defender a Matinta”, disse.
O evento também atraiu estudantes de direito de diversas faculdades sediadas em Manaus. Wagner Araújo destacou que o momento serve para que os alunos vejam o direito vivo “de forma cultural”. Foi o caso do estudante David Vito, da Faculdade Boas Novas, que classificou o evento como positivo por mostrar como funciona um júri popular na prática, indo além da teoria da sala de aula.
A banca contou com advogados de defesa e de acusação. Foto: Jeiza Russo
“Participar de momentos como esse, em que a gente desperta qual vai ser a nossa vocação no meio do tribunal do júri, qual vai ser a oportunidade que a gente vai ter no ramo jurídico, o que a gente vai escolher nesse leque de profissões que a gente vai ter daqui para a frente... é um momento muito bom também pelo fator cultural, de mostrar esse júri da Matinta Pereira, trazendo essa cultura do Amazonas para o nosso meio urbano”, afirmou.
O júri simulado contou com tudo que um verdadeiro júri popular tem direito: bancas de advogados de defesa e de acusação, um juiz de direito responsável pela sessão e jurados convocados a partir da plateia, inclusive com multa de um a seis salários mínimos para aqueles que se ausentassem.
O júri foi presidido pelo juiz Saulo Góes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). Integraram a banca de defesa os advogados Amaury Andrade, Raphael Vieira, Nara Oliveira, Jader Marques, Eder Souza e Nil Ferreira. Pelo lado da acusação, representaram Valentin Pellizzari, Carlos Eduardo Barros, Lilian Nara, Marcia Cristina, Rafaela Pontes e Willian Sapito.
O júri foi presidido pelo juiz Saulo Góes. Foto: Jeiza Russo
Pela parte da manhã, foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa e, pela parte da tarde, serão feitas as manifestações de ambos os lados. A sentença está prevista para sair às 18h20 deste sábado.