EDITORIAL AC

A urgente queda dos juros

Cabe ao comitê a tarefa de deliberar a respeito de um dos elementos de maior peso macroeconômico: a taxa básica de juros do País, a Selic - o indicador que norteia os juros que serão aplicados em toda a atividade econômica no País

Jornal A Crítica
10/02/2026 às 08:25.
Atualizado em 10/02/2026 às 08:25

A cada nova reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), reacende-se o debate a respeito dos juros elevados que vêm sendo praticados no País e seu impacto negativo no próprio crescimento da atividade econômica. Cabe ao comitê a tarefa de deliberar a respeito de um dos elementos de maior peso macroeconômico: a taxa básica de juros do País, a Selic - o indicador que norteia os juros que serão aplicados em toda a atividade econômica no País.

A manutenção da Selic em 15%, pela quinta vez consecutiva, provoca desaprovação nos setores que serão diretamente impactados pelos juros elevados, notadamente a indústria e o comércio. Porém, cabe ressaltar que os efeitos também são bastante notados pelo consumidor comum. Isso ocorre no momento e que o cidadão tenta abrir um crediário para comprar um eletrodoméstico, ou financiar a aquisição de um veículo, ou ainda, parcelar a fatura do cartão de crédito.

A rigor, qualquer atividade que envolva juros permanece mais cara enquanto a Selic estiver nas alturas. O resultado é uma retração no consumo, o que acaba “segurando” os preços e contendo o avanço da inflação. É esse, afinal, o objetivo do Banco Central em manter os juros elevados: manter a inflação sob controle. Embora não seja o único, a alta dos juros é o principal remédio contra a escalada dos preços e a perigosa desvalorização da moeda.

Líderes populistas em muitos países combatem tal medida, às vezes até ameaçando a própria autonomia de seus bancos centrais – está acontecendo agora nos Estados Unidos, por exemplo -, isso porque elevação de juros é providência extremamente impopular, ainda que, frequentemente, indispensável.

No caso do Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 4,26% no ano passado, dentro da meta estipulada pelo BC. Além disso, as projeções para 2026 ficam em aproximadamente 4%.

Ou seja, a inflação está sob controle. Um movimento de redução dos juros já poderia ter sido iniciado pelo Copom na última reunião. Daí a insatisfação de entidades como Fieam e Fecomércio, que veem mais riscos do que benefícios na manutenção da Selic no atual patamar, algo que precisa ser revisto pelo Comitê nas próximas reuniões.

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