Editorial

Dia Mundial da Água expõe desigualdade no acesso e impacto maior sobre mulheres

Criada pela Organização das Nações Unidas, data reforça crise hídrica global e mobiliza ato em Manaus com alerta para preservação dos rios na Amazônia

acritica.com
21/03/2026 às 10:05.
Atualizado em 21/03/2026 às 10:05

Dados da ONU deste ano mostram que em nível global, mais de 1 bilhão de mulheres não têm acesso a serviços de água potável gerenciados com segurança (Divulgação/Freepik.com)

Há 34 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU), instituiu o Dia Mundial da Água – 22 de março -durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro. A proposta nasceu para mobilizar esforços em todo o mundo em defesa dos recursos hídricos.

Em mais de três décadas, os dados apresentados nos diferentes estudos mostram que a situação nessa área se tornou mais grave. Dados da ONU deste ano mostram que em nível global, mais de 1 bilhão de mulheres, significa mais de um quarto de todas as mulheres (27,1%), não têm acesso a serviços de água potável gerenciados com segurança; e 1,8 Bilhão de pessoas não dispõem água potável em suas residências e, em dois terços dos domicílios, as mulheres são as principais responsáveis ​​pela coleta de água. No Brasil, são 35 milhões de pessoas, a maioria mulheres, não têm acesso à água potável, a pior situação se encontra na Região Norte.

Para este ano, a ONU propôs o tema: “Água e Gênero: onde a água flui, a igualdade floresce”. O fato de as mulheres, na maioria dos países, serem as mais afetadas com a crise a qual foram submetidos os recursos hídricos, a precariedade do saneamento básico, as secas mais longas e mais intensas, a distância cada vez maior para coleta água em condições de uso humano gera mais um tipo de violência, de adoecimento, de sofrimento e de transtorno mental.

Em Manaus, o Fórum das Águas do Amazonas, um movimento que congrega 16 organizações sociais, realizará a 3ª Romaria das Águas no domingo (22). Os participantes sairão do Porto da Ceasa, pela manhã, até o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões – uma das referências mundial no turismo – onde realizam uma mística sobre a importância da água para a vida.

O Fórum das Águas elegeu como tema deste ano “Água, fonte de vida e bem comum: nossos rios não estão à venda!” e lema “Que a justiça corra como um rio e a vida floresça” (cf. Am 5,24). A barqueta é um dos atos do Fórum realizada todo 22 de março como forma de mobilizar a sociedade local e do Amazonas em iniciativas de defesa dos recursos hídricos, uma pauta central para a Amazônia, onde está o maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo.

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