Editorial

Economia vai bem, mas até quando?

A agropecuária segue como principal motor do PIB nacional, com aumento de 11,7%, respondendo por praticamente um terço do resultado geral

acritica.com
04/03/2026 às 07:59.
Atualizado em 04/03/2026 às 07:59

(Foto: Agência Brasil)

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – que, segundo o IBGE, foi de 2,3% em 2025, mantém a economia do País na curva ascendente pelo quinto ano consecutivo. Mais que isso: posiciona o Brasil na sexta colocação entre as nações do G-20 que mais crescem, mais até que os Estados Unidos, que ficaram logo abaixo. No entanto, o resultado também revela desaceleração, já que o avanço foi de 3,4% no ano anterior; 1,1 ponto percentual a mais que em 2025. Analistas são unânimes em atribuir tal perda de ímpeto à atual política de juros elevados, que tem como objetivo manter a inflação sob controle.

A agropecuária segue como principal motor do PIB nacional, com aumento de 11,7%, respondendo por praticamente um terço do resultado geral, sendo a atividade econômica que mais contribuiu para o avanço do PIB brasileiro.

Mesmo crescendo menos, no geral, a avaliação é de que a economia nacional vai bem, principalmente considerando o desempenho dos demais países. Um dos reflexos do bom panorama é a geração de empregos: no acumulado dos últimos doze meses, foram criados mais de 1,2 milhão de novos postos formais, isto é, com Carteira assinada. Apenas em janeiro, o Amazonas gerou 1,3 mil novos postos formais de trabalho. Com a economia girando, há mais oferta de emprego.

O cenário pode ficar ainda mais favorável com a iminente queda dos juros, movimento que pode começar já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nos dias 17 e 18 de março. Com os índices de inflação posicionados dentro da meta estabelecida pelo governo, o passo natural é iniciar a redução dos juros, o que pode impulsionar ainda mais a economia.

O horizonte seria extremamente promissor não fosse por um detalhe: as incertezas do cenário de guerra no Oriente Médio. Desde que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se intensificou, o preço do petróleo já teve alta de dois dígitos. Analistas avaliam que, se a crise tiver rápida resolução, os efeitos no Brasil serão de baixo impacto. Por outro lado, uma guerra prolongada, ou pior, o acirramento do conflito com envolvimento de outras nações, teria consequências econômicas absolutamente imprevisíveis.

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