Editorial

Empregos e tomada de decisão para fortalecer o Brasil

O Brasil vive o menor índice de desemprego – 5.6%, no ano passado – desde o monitoramento iniciado em 2012

acritica.com
31/01/2026 às 08:45.
Atualizado em 31/01/2026 às 08:45

(Foto: Agência Brasil)

Um milhão de pessoas saiu da condição de desocupadas. No total, 6,2 milhões permanecem de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira (30). A pesquisa mostra queda na taxa de informalidade, de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.

O Brasil vive o menor índice de desemprego – 5.6%, no ano passado – desde o monitoramento iniciado em 2012. A população ocupada soma 103 milhões de pessoas, 1,7% quando comparada ao ano de 2024. Para analistas, o país vive o pleno emprego o que demonstra posicionamento firme da economia nacional mesmo diante da instabilidade políticoeconômica produzida pelas ações do governo de Donald Trump em diferentes regiões do mundo.

No item ‘população subutilizada’, a pesquisa do IBGE aponta o total de 16,6 milhões de pessoas em 2025, com recuo de 10,8% na comparação com 2024. A população desalentada (expressão utilizada para designar pessoas que tinham interesse em trabalhar e estavam disponíveis, mas desistiram de procurar emprego), também reduziu em 9,6%, ficou em 2,9 milhões.

O porcentual de trabalhadores com carteira assinada aumentou em 2,8% no ano passado e fechou o período com 38,9 milhões indivíduos, o número mais alto nos últimos 12 anos. No item ‘trabalhadores por conta própria’, o estudo do IBGE mostra crescimento de 2,4%, totalizando 26,1 milhões no ano passado.

Quanto aos trabalhadores domésticos, houve a queda de 4,4% totalizando 5,6 milhões de pessoas. Na análise do valor anual da massa de rendimento real habitual, o volume é de R$ 361,7 bilhões, crescimento de 7,5% (ou R$ 25,4 bilhões).

Os setores que concentraram maior número de emprego foram os de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com alta de 6,8%. Totalizam 13,4 milhões de pessoas. Em seguida, aparecem os da Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, segundo grupamento com maior contingente em 2025 (19 milhões), registrou aumento de 5,0% de pessoas ocupadas em relação a 2024. Frente a 2012, quando ocupava 14 milhões, houve crescimento de 34,9%. O da indústria geral, registrou aumento de 2,3%, com 13,3 milhões de ocupados.

O panorama apresentado pelo IBGE é, no geral, positivo e promissor o que permite ao governo federal e aos grupos empresariais traçar estratégias para, mesmo em ambiente instável, ampliar e consolidar mais vagas, melhorias salariais e mais oportunidades.

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