Mundo precisa buscar uma nova constituição de agências intergovernamentais (a exemplo da ONU) e de regulação do comércio entre os países (OMC)
(Loey Felipe/ONU)
A situação de Cuba pode ser, amanhã, a de qualquer outro país marcado pelo império estadunidense como lote a ser agregado ao seu quintal como peça da política de guerra para avançar em concentração de poder e de exploração. Há 66 anos, a maior ilha caribenha vive sob sanções (econômica, comercial e financeira) do governo dos EUA.
São 66 anos de tentativas de encaixotar uma nação. Os cubamos resistem e conseguiram, mesmo sob ataques, oferecer ao mundo um dos mais avançados modelos de formação pública em medicina e educação. Solidário, o governo cubano levou assistência médica a 165 países nessas mais de seis décadas. Mobilizou, desde o início dos anos de 1990, mais de 60 mil profissionais da saúde por meio das brigadas médicas.
O Brasil foi um dos países beneficiados pelos serviços de Cuba e, o Amazonas, um dos estados no período de 2013 a 2018. Por meio do Programa Mais Médicos, 60 dos 62 municípios amazonenses receberam profissionais em saúde pública. Foram 322 médicos que asseguraram atenção médica a comunidades indígenas e às populações que moram em áreas onde a presença médica é rarefeita e também o é de outros serviços básicos.
África, América Latina e Ásia receberam apoio de Cuba na área médica. A ilha vive nesse momento os apagões gerais, falta de alimentos e, em sequência, de uma série de outros produtos. O governo dos EUA fomentador e responsável direito pela escalada da instabilidade política e econômica de Cuba faz escárnio:
O ataque a Colômbia que deixou, na terça-feira (17), de acordo com o presidente do país, Gustavo Petro, 27 mortos, é mais um ato casado de Trump com o governo do Equador para espalhar terror e encurralar as nações.
Salvar Cuba das garras imperialistas representa salvar os demais países e insistir na luta pela construção de outra política externa que tenha princípios respeitados. É fundamental, diante do cenário de descontrole do governo Trump, com sequestro de presidente e primeira dama, bombardeios no mar do caribe, em Gaza, no Irã... sanções. O mundo deve buscar uma nova constituição de agências intergovernamentais (a exemplo da ONU) e de regulação do comércio entre os países (OMC).
A estrutura desses organismos no globo bipolar já não se sustenta, a não ser pela política do terror. A política de intervenção e de sangue do governo Trump pode até durar meses enquanto o mundo caminha no rumo da multipolaridade.