OPINIÃO

A ciência no Brasil: conquistas recentes e a contribuição para o mundo

Se o país tivesse investimentos consistentes, com escolas equipadas com laboratórios modernos e programas de incentivo à curiosidade científica, crianças e jovens poderiam desenvolver habilidades para a pesquisa desde cedo

Por Daniel Santos
26/02/2026 às 07:48.
Atualizado em 26/02/2026 às 07:48

A ciência brasileira tem demonstrado avanços significativos, mesmo diante de desafios históricos relacionados ao financiamento e à infraestrutura. Pesquisas em áreas como saúde, tecnologia e meio ambiente têm ganhado destaque internacional, evidenciando o potencial do país de produzir conhecimento de ponta e soluções inovadoras. Projetos de vacinas, estudos sobre biodiversidade da Amazônia e iniciativas de energias renováveis são exemplos concretos de como a ciência brasileira pode impactar positivamente a sociedade e o mundo.

Entre as conquistas recentes, destacam-se os avanços na biotecnologia e na medicina, com pesquisas que contribuem diretamente para o combate a doenças tropicais e limitações motoras. Laboratórios nacionais têm desenvolvido métodos inovadores de diagnóstico, e cientistas brasileiros têm publicado estudos de relevância mundial, mostrando que a qualidade da pesquisa muitas vezes supera a limitação de recursos. Esses esforços reforçam a imagem do país como um polo emergente de ciência aplicada e estratégica.

Podemos destacar a pesquisa ambiental e a preservação da biodiversidade. Nosso país é detentor de um dos maiores biomas do planeta, tem registrado estudos importantes sobre a flora e fauna nativas, com impactos diretos na conservação e no desenvolvimento sustentável. Pesquisas recentes mostram como políticas públicas bem orientadas podem aliar proteção ambiental a oportunidades econômicas e científicas, colocando o país na vanguarda do debate sobre sustentabilidade global.

Apesar desses avanços, o cenário científico nacional ainda enfrenta grandes desafios. A escassez de recursos, cortes orçamentários e a baixa valorização da pesquisa em diversas esferas dificultam a consolidação de projetos de longo prazo. Além disso, muitas universidades e centros de pesquisa dependem de bolsas e financiamentos temporários, o que limita a capacidade de atração de talentos, tornando difícil competir em igualdade com países que investem na ciência.

Se o país tivesse investimentos consistentes, desde o ensino básico até a pesquisa avançada, com escolas públicas e privadas equipadas com laboratórios modernos e programas de incentivo à curiosidade científica, crianças e jovens poderiam desenvolver habilidades para a pesquisa desde cedo. Tudo isso transformaria o país em um terreno fértil para novas descobertas, estimulando uma cultura científica mais robusta.
Da mesma forma, instituições de pesquisa beneficiadas por recursos contínuos poderiam expandir projetos de inovação, colaborar com empresas e participar de consórcios internacionais. Um ecossistema de pesquisa bem estruturado não apenas geraria ciência de qualidade, mas também criaria oportunidades de empregos altamente qualificados, fomentando o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.

O impacto de tais investimentos se refletiria na reputação internacional do país. Hoje, somos reconhecidos por talentos individuais e projetos isolados, mas poderíamos nos tornar uma referência mundial se houvesse continuidade, planejamento estratégico e valorização do conhecimento científico. Países que lideram a inovação global mostram que o sucesso científico depende de políticas de incentivo, uma excelente infraestrutura e cultura de pesquisa disseminada.

Portanto, é fundamental que a sociedade, o governo e a iniciativa privada reconheçam a ciência como pilar de desenvolvimento e futuro do país. Os avanços recentes são motivo de orgulho e mostram que o Brasil tem potencial para transformar desafios em oportunidades. Com investimentos consistentes, o país poderá não apenas acompanhar, mas estar no topo de importantes revoluções tecnológicas e científicas.

Daniel Santos é biólogo, especialista em Gestão de Recursos Naturais e Meio Ambiente, pela UniNorte, e em Ecologia, pelo CRBio 06. É embaixador, consultor e auditor do Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB), CEO da Damata Consultoria em Meio Ambiente. Cursa MBA em ESG - Sustentabilidade Corporativa e Governança, no Instituto Ethos, e Mestrado em Ciências Ambientais e Sustentabilidade na Amazônia, no PPGCASA/UFAM.

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