A operação inclui aviões da Força Aérea Brasileira, helicópteros e equipamentos para lançamento de água em áreas atingidas.
(Foto: Agência Brasil)
Depois da troca de acusações sobre a resposta às queimadas no Amazonas, os governos federal e estadual deixaram as divergências de lado para atuar conjuntamente. A crise ambiental, que espalhou fumaça por Manaus e outras cidades, levou ministros do governo Lula a se reunirem com o governador Roberto Cidade (União Brasil) para coordenar o combate aos incêndios. O governo federal anunciou a mobilização de 11 aeronaves e 290 brigadistas. Até segunda-feira (12), seis aeronaves já haviam chegado ao estado.
Reforço - A operação inclui aviões da Força Aérea Brasileira, helicópteros e equipamentos para lançamento de água em áreas atingidas. Os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente, e Waldez Góes, da Integração Nacional, acompanharam as operações no Amazonas durante o fim de semana.
Distensão - O encontro também produziu uma mudança no discurso político. Roberto Cidade, que vinha cobrando apoio federal, reconheceu publicamente a importância da cooperação entre os governos. Capobianco, por sua vez, destacou a necessidade de uma atuação integrada com o Corpo de Bombeiros estadual.
Provação - A trégua, no entanto, terá de produzir resultados. Nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, 271% a mais que no mesmo período de 2025. Diante desses números, o desafio já não é apenas demonstrar disposição para cooperar, mas impedir que a emergência se repita nos próximos anos.
Espólio - O segundo turno para o governo do Amazonas colocou os eleitores de Roberto Cidade e David Almeida (Avante) no centro das estratégias de Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL). Juntos, os dois candidatos eliminados somaram mais de 600 mil votos.
Garimpo - A disputa, marcada para 25 de outubro, exigirá que os finalistas busquem apoio além das próprias bases eleitorais. No primeiro turno, Omar saiu na frente, com mais de 40% dos votos válidos, enquanto Maria obteve 24,71%. O comportamento dos eleitores que ficaram sem candidato poderá ser decisivo.
Revelações - A crise envolvendo o Banco Master promete novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tinha encontro previsto para esta terça-feira (13) com o presidente da Corte, Edson Fachin, para apresentar informações extraídas dos celulares de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel. O material contém referências a ministros do STF e a familiares de magistrados.
Pressão - Segundo a CNN Brasil, há menções, em diferentes circunstâncias, a pelo menos seis integrantes do Supremo ou seus parentes. A existência dessas referências não significa, por si só, comprovação de irregularidades. Mas a entrega dos documentos deve ampliar a pressão por esclarecimentos sobre os vínculos revelados pelas investigações.
Garimpo - A Comissão de Constituição e Justiça do Senado marcou para esta quarta-feira (14) a retomada da votação da PEC da Segurança Pública, uma das prioridades do governo Lula. O texto-base foi aprovado em setembro, mas três destaques ainda precisam ser analisados antes de a proposta seguir adiante.