Sim e Não

Wilson: ‘Omar é Lula, eu sou Bolsonaro’

Questionado pela imprensa, nesta segundafeira (23), se o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Roberto Cidade, deverá compor na vaga de vice do candidato do PSD, Wilson Lima foi taxativo: “O Omar é Lula. Eu sou Bolsonaro”.

André Alves
24/03/2026 às 07:57.
Atualizado em 24/03/2026 às 07:57

(Foto: Reprodução)

O governador Wilson Lima, líder do União Brasil no Amazonas, jogou um banho de água fria – pelo menos por ora – no fervor de boa parte de sua bancada que não esconde a expectativa de aliança com o senador Omar Aziz, pré-candidato ao governo. Questionado pela imprensa, nesta segundafeira (23), se o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Roberto Cidade, deverá compor na vaga de vice do candidato do PSD, Wilson Lima foi taxativo: “O Omar é Lula. Eu sou Bolsonaro”.

Recuo -  Ontem, mais um governador anunciou que vai concluir o mandato – à semelhança de Wilson. Ratinho Jr (PSD), que comanda o Paraná, desistiu de disputar a Presidência da República. A desistência vem na esteira de outro anúncio: o PL lançou Sérgio Moro como candidato ao governo do Paraná. O ex-juiz irá se filiar à sigla em breve.

Inércia  - A atuação de Eduardo Pazuello na crise de oxigênio em Manaus voltou ao centro de um debate que hoje permanece travado no Congresso. A chamada “PEC de Pazuello”, que restringe a presença de militares da ativa em cargos civis, está parada desde 2024, sem prioridade, nem para o governo, nem para a oposição.

Esfriamento  - O tema perdeu tração após a troca de governo, apesar de ter sido impulsionado justamente pelas críticas à forte militarização da gestão federal durante a pandemia. Apresentada em 2021, a proposta prevê regras mais rígidas para militares que assumirem funções públicas.

Regra -  Pelo texto, quem tiver menos de dez anos de serviço deverá se afastar da carreira; acima disso, a ida para a reserva seria automática ao assumir cargo civil. A proposta nasceu no auge das críticas ao governo Bolsonaro, quando militares ocupavam postos estratégicos, cenário que teve como símbolo o próprio Pazuello, hoje deputado federal.

Alerta -  “Isso era em 1980. Nós estamos em 2026. Nada mudou. Essa é a verdade.” A frase da oncologista Mônica Bandeira, dada à Folha de S. Paulo, resume um diagnóstico duro: mesmo após décadas de políticas públicas, o câncer de colo do útero segue avançando no país.

Persistência  - Atuando há 46 anos em Manaus, a médica afirma que o Brasil não conseguiu conter a doença, considerada praticamente evitável com vacinação contra o HPV, apesar de avanços pontuais.

Escalada  - Os números reforçam o cenário: em 2025, o câncer de colo do útero matou 7.249 mulheres no Brasil, isto é, quase 20 por dia. Para o triênio 2026-2028, a estimativa é de 19.310 novos casos anuais, acima dos 17 mil registrados no período anterior. A curva, que deveria cair com prevenção e diagnóstico precoce, segue na direção oposta, evidência de falhas persistentes na cobertura vacinal e no rastreamento da doença.

Data  - Está marcado para 13 de abril o julgamento de um recurso da Defensoria Pública do Estado do Amazonas que tenta reabrir a ofensiva contra postos de combustíveis de Manaus por supostas práticas abusivas.

Cobrança  - A ação questiona o não repasse de reduções anunciadas nas refinarias e pede responsabilização por danos morais coletivos. O caso, iniciado em 2019, foi extinto sem análise de mérito em 2023 e agora volta ao radar da 2ª Câmara Cível.

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