Irmã e outra médica também são investigadas por envolvimento na produção do material usado na defesa de Juliana Brasil, acusada pela morte do menino de 6 anos
(Foto: Divulgação)
A Polícia Civil do Amazonas encontrou indícios que a irmã da médica Juliana Brasil, 33 anos, e outra médica ajudaram a produzir e adulterar um vídeo apresentado como argumento de defesa da investigada pela morte de Benício Xavier, 6 anos. As imagens apresentadas mostram uma suposta falha no sistema interno do Hospital e Pronto-Socorro Santa Júlia, que foi periciado.
As mensagems que comprovam a adulteração, e o envolvimento das outras duas mulheres, estão no celular de Juliana, que foi apreendido durante cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado no dia 18 de dezembro do ano passado. Benício morreu no dia 23 de novembro, após a técnica em enfermagem Rayza Bentes, administrar adrenalina na veia do menino, prescrita por Brasil.
“A extração de dados identificou mensagens que indicam o envolvimento de outra médica e da irmã da investigada na produção de vídeo adulterado, apresentado à época ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e à imprensa, sobre a administração de adrenalina, induzindo a interpretação indevida”, informou a instituição policial.
Na troca de mensagens a polícia encontrou, ainda, indícios que a médica ofereceu pagamento pelo material adulterado. “As investigações apontam ainda oferta de pagamento pelo material, que já seria entregue adulterado. A conduta poderá configurar o crime de fraude processual, tanto em relação à investigada quanto aos demais envolvidos. A conduta poderá configurar o crime de fraude processual, tanto em relação à investigada quanto aos demais envolvidos”, informou a PC-AM.