Justiça

Caso Débora: réus vão a júri popular em Manaus; entenda

Gil Romero e José Nilson são acusados de homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver; julgamento será dia 27 de maio

Robson Adriano
09/03/2026 às 16:50.
Atualizado em 09/03/2026 às 16:50

Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva são réus pelo feminicídio de Débora da Silva Alves (Fotos: Divulgação)

Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, réus pelo feminicídio de Débora da Silva Alves, 18 anos, vão a júri popular no dia 27 de maio deste ano, conforme nota enviada ao acritica.com nesta segunda-feira (9) pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM). O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) foi procurado pela reportagem, mas respondeu que “a ação penal corre em segredo de justiça”. 

No dia 14 de maio de 2024, o Juiz de Direito, titular da 2.ª Vara do Tribunal do Júri, Fábio Lopes Alfaia, decidiu que Gil Romero e José Nilson vão a júri popular pelos crimes de duplo homicídio qualificado - motivo torpe, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio -, além de aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

“O membro do Ministério Público que atua no processo é o promotor de Justiça, André Epifânio Martins, responsável pela atuação ministerial no caso,” informou o MPE-AM. O julgamento será realizado no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, bairro São Francisco, zona Centro-Sul de Manaus.

De acordo com a denúncia do MPE-AM, Débora foi morta no dia 30 de julho de 2023, por Gil Romero e José Nilson, na Usina Termoelétrica Mauá 2, localizada da Estrada da UTM, bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus. A vítima foi asfixiada com um fio elétrico e, em seguida, os réus colocaram fogo no corpo da jovem, que estava grávida de oito meses. Ainda conforme a denúncia, Gil Romero, pai da criança, realizou um aborto e retirou o bebê da barriga de Débora. 

Conforme denúncia do MPE-AM, Gil colocou a criança dentro de um saco e jogou no rio que passa próximo do local do crime. Gil e Débora viviam um relacionamento extraconjugal e o crime, segundo o MPE-AM, teve como motivo uma tentativa de Gil de omitir a relação com a vítima, que resultou em um bebê. 

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