Coronel Franciney Bó afirma que seis policiais militares e cinco civis responderão na Justiça após apreensão de 2,7 toneladas de maconha
Foto: Daniel Brandão
Policiais militares presos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico responderão a processos administrativo e criminal, garantiu o coronel PM Franciney Bó, corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (27), na sede do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.
Durante a apresentação da apreensão de 2.766 quilos de maconha, avaliados em R$ 53,3 milhões, e a prisão de 11 pessoas, sendo 6 policiais militares e 5 tripulantes de embarcação, o corregedor-geral salientou que os sistemas de controle interno funcionam e que todos os procedimentos cabíveis estão sendo tomados.
“São dois processos em ambientes distintos na Justiça. Como o coronel Azevedo já assegurou, eles vão passar hoje por Audição de Custódia. A primeira fase do processo na Justiça e na Corregedoria eles responderão a processos disciplinares, que poderão até coincidir com a exclusão deles, se for o caso”, salientou.
Ainda de acordo com o corregedor-geral, o resultado desta e de outras prisões, que envolvem servidores da segurança pública, são frutos de investigação.
“Seja na Polícia Civil ou na Polícia Militar, são investigações que quando chegam, identificam que há a participação de um servidor do sistema de segurança pública. Não é por isso que as providências não vão ser tomadas. É feito um corte na própria carne. Sangra, mas é necessário fazer isso”, frisou.
Sobre o caso
Seis policiais militares e cinco civis foram presos em flagrante na manhã de quinta-feira (26), quando desembarcavam de uma balsa 2.766 quilos de droga, avaliados em R$ 53, 3 milhões.
Os policiais militares cabo Thiago Torquato Herculano Viana, o 3° sargento David Ramires Alencar, o cabo Mabio Castro Nascimento, o 3° sargento Tellson da Costa Antunes, o 2° Joabe Vasconcelos Maia e o cabo Mariley da Silva Aparício são realizavam o transporte e escolta de entorpecentes em viaturas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Além da droga, foram apreendidos dois carros, 12 celulares, seis pistolas, um fuzil e duas viaturas da 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que estavam no local dando apoio aos tripulantes que faziam o desembarque dos entorpecentes.
Os cinco civis e tripulantes da embarcação foram identificados como Denilson da Silva Bezerra, Leonardo Oliveira da Cunha, Wilson Anselmo da Silva, Adriano de Sousa Paz e Marcos Paulo da Silva.
Todos os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à sede do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).