Motim teria sido motivado por reclamações sobre tratamento, alimentação, visitas e atendimento médico na unidade prisional
Movimentação na frente da entrada dos presídios, na BR-174 (Foto: Junio Matos)
Um grupo de policiais militares presos na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM), situada no KM-8 da BR-174, onde funcionava a Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), realizou um princípio de rebelião no início da noite desta terça-feira (1°). Informações preliminares indicam que os detentos fizeram quatro reféns: um major, dois soldados e um aspirante da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) não se pronunciou sobre o motim. O presos estariam insatisfeitos com a forma de tratamento dentro da UPPM, qualidade da comida e alteração na visita familiares que passou a ser as sexta-feiras. Anteriormente a visitação ocorria aos domingos.
Uma esposa de um dos policiais militares presos, que preferiu não se identificar, contou que a mudança de comando na unidade teria deixado o ambiente mais tenso. Segundo ela, os internos passaram a reclamar do tratamento recebido por parte dos policiais militares, além de mudanças nas visitas e problemas na alimentação.
“Os meninos já estavam estabilizados, já estavam num ambiente mais estável e, depois que a unidade foi para lá, mudou tudo. Só para vocês terem uma noção, ele xingava os meninos, gritava com os meninos”, relatou.
A familiar também apontou problemas relacionados ao atendimento médico dos presos e afirmou acreditar que o cancelamento de uma consulta e de um exame pode ter contribuído para a revolta registrada na unidade. Ela menciona ainda um militar preso, que supostamente estaria envolvido na rebelião, não costumava apresentar comportamento agressivo.
“Eu tenho certeza que o Davi, que está lá, é uma pessoa que, em momento algum, a gente via ele tratando mal ninguém... E, com toda certeza, ele teve um surto de raiva. No mínimo, foi cancelada uma consulta, um exame que estava previsto. Eu acredito que seja isso, porque não só ele, mas outros surtaram lá porque cancelaram a consulta e o exame no dia, sem nenhuma prévia de cancelamento”, afirmou.