Em Manaus, candidato à Presidência também criticou polarização política e falou sobre ações para preservar a Amazônia
Candidato à Presidência pelo Avante, durante discurso a apoiadores em Manaus na noite desta quinta-feira (24) (Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)
O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, se autodenominou “pacificador do Brasil” durante discurso a apoiadores, lideranças e candidatos na noite desta quinta-feira (24), em Manaus. Esta é a segunda passagem de Cury pela capital amazonense durante a campanha eleitoral. Ao lado de David Almeida, candidato ao Governo do Amazonas, o presidenciável também defendeu, caso seja eleito, a adoção de mandato fixo de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Augusto Cury, candidato à presidência do Brasil. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
O presidenciável criticou a direita e a esquerda brasileira. “Faz mais de dez anos que a esquerda chama a direita de facista, de que não cuida dos pobres e não respeita os direitos humanos. E a direita também fala que a esquerda é ‘esquerdopata’ e não respeita a liberdade de expressão, que não respeita as familias. Essa guerra de narrativas tem destruído a nação brasileira e é tempo de colocá-las no caixão. O caixão da inteligência. O caixão da paz. Nós somos o primeiro time que diz que a polarização está acabando com o brasil”, frisou.
Questionado sobre como, na prática, o candidato pacificaria o Brasil, Cury respondeu que tem “a mente capitalista, mas o coração socialista”. “Mentiram para nós dizendo que as duas ideologias tem que está separadas. A minha mente ou a minha razão é capitalista, empreendedorismo, liberdade de negócios, baixos impostos, estado responsável fiscalmente, proteção da família e liberdade de expressão. Eu sou fã da primeira emenda americana (...) A minha emoção é social. Nós precisamos ouvir as dores das pessoas”, ponderou Augusto.
Augusto Cury, candidato à presidência do Brasil
Sobre como deve atuar para combater a crise climática no Amazonas, Cury falou sobre preservar a Amazônia. “Sou o único candidato à presidência, acho que do mundo que investiu em reflorestamento. Nós temos 500 mil hectares de mógno áfricano, e 400 hectares de seringueira. O David (Almeida) assumindo vamos montar estratégias. A Amazônia pertence ao Brasil. Mas, queremos utilizar fundo de outros países e as melhores tecnologias para combater o desmatamento para que de fato a Amazônia seja abraçada”, declarou Cury.
Apoiadores acompanharam o ato de campanha realizado em Manaus na noite desta quinta-feira (24). Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
David Almeida, candidato ao governo do Amazonas. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
David Almeida classificou Cury como “aquele que vai unificar o Brasil”. O candidato ao governo do Amazonas evocou um tom bíblico para falar com os apoiadores. “Amanhã, se inicia, a festa dos tabernáculos. O tabernáculo é o momento da colheita e não foi à tôa que depois de meses em Manaus caiu uma chuva para regar a terra porque a colheita vai ser farta. Quero dizer a vocês, há dois anos, essa mesma multidão estava aqui comemorando a minha reeleição. Naquela noite choveu. Chuva de bençãos no dia da vitória”, disse em breve discurso.