Candidato foi o quinto convidado no programa de entrevistas da TV A CRÍTICA para as eleições de 2026
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
O candidato ao governo e ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que, se eleito, irá “extirpar do serviço público” as organizações sociais (OS) do sistema de saúde do Amazonas. Segundo ele, as OSs aumentam o custo da saúde e diminuem as entregas e a eficiência do serviço. A fala ocorreu nesta quinta-feira (4) durante a sabatina no Alozão, espaço do Alô Cidade para entrevistas com os candidatos ao governo nas eleições de 2026.
“Nós vamos extirpar do serviço público do governo do Estado. Existem as cooperativas e aquelas que prestam bom serviço nós vamos manter. Eu tenho uma cooperativa na Prefeitura de Manaus de anestesistas, é um primor de serviço prestado na Maternidade Moura Tapajóz. As que prestam bons serviços serão contratadas para urgência e emergência, o restante vamos assumir o controle para dar bons serviços públicos de saúde”, disse.
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Outra promessa de David Almeida no âmbito da saúde é zerar, em menos de um ano, a “fila da morte do Sisreg”. O candidato informou que hoje há 1,5 milhão de procedimentos represados, incluindo exames, consultas e cirurgias, e que ele poderia zerar essa fila dando como exemplo as ações feitas pela saúde municipal em sua gestão.
“Eu implemente as carretas da mulher como prefeito de Manaus. Zeramos as filas de mamografia, de preventivo na carreta da mulher. Só pode prometer quem já fez. Eu não estou prometendo, estou assumindo o compromisso que nós, com a Shádia Fraxe, nossa vice-governadora, vamos zerar a fila da morte do Sisreg”, salientou.
O candidato também frisou que faria um grande concurso público para a área da saúde, terceirizando apenas o que poderia ser terceirizado, mas assumindo “o compromisso de entregar saúde de qualidade”, especialmente no interior, que tem dificuldade de reter profissionais.
“O que a gente precisa fazer nesse concurso público é criar a carreira médica, fixar o médico no interior com um tempo, um prazo para ele ficar no interior e depois vir para capital. Nós vamos criar sete polos, está no nosso plano de governo, e a gente vai fazer o concurso público para médicos especialistas, pagando um salário muito positivo, um salário muito atrativo para fixar o médico nesses polos”, disse.
No eixo da segurança pública, David Almeida informou que quer levar o modelo de guarda municipal implantado em Manaus para as cidades do interior, fazendo com elas sejam “treinadas, armadas e equipadas” para realização de patrulhamento comunitário, além de trazer os concursados da Polícia Militar que estão no cadastro de reserva e trazer de volta às ruas os policiais que hoje trabalham na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).
“Tem 300 policiais militares dentro de um prédio na Assembleia Legislativa. Esses policiais poderiam estar na rua. Eu os trago para a tropa e os que estão no cadastro de reserva. Eu faço um outro concurso público para polícia militar. Aumento o efetivo. Valorizo o policial com a correção da data-base, com a correção das promoções e aí o policial vai trabalhar motivado”, afirmou.
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Outro ponto levantado pelo candidato foi um novo concurso para a Polícia Civil, de modo que as delegacias possam funcionar 24 horas por dia para combater o crime organizado, o qual, segundo ele, “só é forte quando o governo é fraco”.
Questionado pela reportagem antes da sabatina se a ação movida contra o governador Roberto Cidade (União) poderia ser julgada antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, David Almeida afirmou que ela não poderia ser julgada agora por ser uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que não é um procedimento simples.
“Ela contém todos os elementos que configuram crime eleitoral, conduta vedada e abuso do poder econômico. Inclusive isso, todas as informações foram extraídas do site do governo do estado, do portal da transparência. O que diz a lei das condutas vedadas é que você não pode aumentar programas estabelecidos no ano anterior no ano da eleição. Existe um aumento de 27.000% de programas que estavam sendo efetuados em 2025”, disse.
O ex-prefeito de Manaus informou que a Aije impetrada por sua coligação apresentou mais de 74 mil informações que deverão ser analisadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) e acreditam que ela deve prosperar. A ação, se for aceita, pode tornar Roberto Cidade inelegível por oito anos.
O documento destaca um salto para R$ 50 milhões no programa Governo Presente, enquanto em 2025 foram R$ 13,5 milhões, além do aumento de gastos de R$ 36 mil para quase R$ 12 milhões na Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam), destinação de R$ 22 milhões para 10 mil atos de regularização fundiária sem lei específica e R$ 23,63 milhões no programa Agroamazonas, aumento de 96% em relação ao ano passado.
Questionado sobre a execução do plano de ação climática proposto enquanto ainda era prefeito de Manaus, David Almeida que a proposta foi executada com a instalação de torres de monitoramento, drones e o cadastramento de todos os produtores ruais de Manaus pela primeira vez.
“Compramos merenda escolar deles com uma condição: fazer agricultura sem queimada. 99% a 99,5% de toda a fumaça que você na cidade de Manaus não é produzida em Manaus, ela vem do interior. Portanto, Manaus fez sua parte. O que precisa é o governo do estado dar o suporte necessário para os municípios do interior, que não tem a estrutura que tem a capital, para que a gente não possa ter esses problemas recorrentes que nós estamos tendo”, completou.