Deputado classificou incentivos como subsídio à ineficiência; vice-governador Serafim Corrêa defendeu o modelo e apresentou dados sobre substituição de importações
(Foto: Câmera dos Deputados)
Em entrevista ao C-Level, o site de negócios e finanças da “Folha de S. Paulo”, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão -SP) desferiu mais um ataque à Zona Franca de Manaus ao afirmar que a proposta de seu partido, o Missão, que tem como candidato a presidente Renan Santos, é acabar com o modelo ZFM.
Em sua participação no podcast C-Level Entrevista, o deputado afirmou que uma das medidas de Renan Santos na Presidência seria o fim das isenções tributárias concedidas à Zona Franca de Manaus, com uma transição gradual e em direção às vocações da região, como biotecnologia e biomedicina.
Kataguiri chamou o modelo de “subsídio à ineficiência” e disse que os incentivos são utilizados para gerar um produto mais caro. “É evidente que a nossa indústria ficará para trás se o estado der incentivos para que a ineficiência seja premiada”, afirmou.
O vice-governador Serafim Corrêa (PSB) rebateu as declarações de Kim Kataguiri, que chamou a ZFM de ineficiente, afirmando que a Zona Franca é um modelo substituidor de importações e muito eficaz.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, preferiu não comentar, alegando que as declarações do deputado não devem nem ser levadas em consideração. “Não vale a pena”, se limitou a dizer.
Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (CUT-AM) e do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana, afirmou que Kim Kataguiri só fala bobagem. “Esse rapaz aí não sabe nem onde fica o estado do Amazonas pra falar bobagem. Ele é um extrema direita que só fala bobagem. Então o que ele fala não me interessa”, declarou.
Valdemir disse ainda que o deputado desconhece os processos da indústria nacional. “Verifique com ele como é que fica a situação dos processos de fabricação de carro elétrico, ou onde são fabricados. Ele não sabe. Ele tem que estar preocupado com os contrabandos da 25 de março lá. Esses contrabandos é que arrebentam o Brasil”, disparou o sindicalista.