Eleitos pelo PL defendem impeachment de magistrados, mandatos de 12 anos na corte e perdão a condenados pelo 8 de janeiro.
(Foto: Agência Brasil)
Integrantes do Partido Liberal (PL) eleitos para o Congresso Nacional articulam como prioridade de atuação medidas de enfrentamento direto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a aprovação de anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Em reuniões internas em Brasília, parlamentares da sigla afirmam que pretendem concentrar esforços em pautas com foco no Judiciário logo no início da legislatura. O plano inclui pedidos de impeachment de ministros da corte, com destaque para Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além de acusações por suposto abuso de autoridade.
Outro ponto defendido pelo grupo é a alteração estrutural no funcionamento do tribunal. Os parlamentares propõem revisar o modelo de indicação dos magistrados e estabelecer um mandato fixo de no máximo 12 anos para os ministros, extinguindo a atual regra de permanência no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.
Por outro lado, discussões voltadas à economia, à contenção de gastos públicos, ao controle das emendas parlamentares ou a projetos ligados aos trabalhadores — a exemplo da PEC referente à escala 6x1 — não figuram entre as prioridades elencadas pelos representantes da bancada para a nova composição do Legislativo.
O cenário de pressão ocorre em meio a movimentações processuais recentes no STF, que envolvem decisões sobre progressão de regime, arquivamentos de apurações e o encaminhamento ao plenário de recursos e revisões relacionados a investigados e ao próprio ex-presidente.