Presidente assinou decretos que criam quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável na região de influência da estrada
(Foto: Reprodução/YouTube)
Durante evento no Palácio do Planalto nesta terça-feira (8), o presidente Lula afirmou que o governo encontrou um jeito de recuperar a rodovia BR-319, sua promessa de campanha da eleição de 2022. A fala ocorreu após ele assinar decretos que autorizam a criação de quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) na área de influência da estrada.
“Nós encontramos um jeito de fazer, demarcando aquilo que for necessário demarcar, exigindo a responsabilidade do governo federal, estadual, de cada ente federado para que a gente pudesse dizer ao mundo: vamos construir uma estrada moderna que vai poder escoar a produção de dois estados brasileiros, uma estrada exemplo para o mundo”, afirmou.
Lula afirmou que a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) tem enorme importância socioeconômica para ambos os estados, e citou a dificuldade de transporte pelos rios durante os períodos de estiagem.
Ao lembrar que está no terceiro mandato, o presidente também disse que pensou que nunca resolveria o problema da BR-319, o que chamou de “celeuma”. Apesar da fala, a estrada continua com trechos não asfaltados e gerando preocupação de entidades socioambientais.
“Jamais imaginei que a gente fosse resolver pela briga muitas vezes insana, com argumentos nem sempre sustentáveis, muitas vezes a paixão colocada acima da razão. De um lado as pessoas que achavam que era intocável fazer qualquer coisa no trajeto de uma estrada que já tinha sido feita. De outro lado, quem achava que a gente tinha que fazer de qualquer jeito, sem critério de preservação ambiental, sem demarcar as áreas corretas”, pontuou o presidente.
Presente na cerimônia, o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), afirmou que o Amazonas possui 97% da floresta preservada, mas, apesar disso, ainda sofre com a ausência do Estado nas mais diferentes formas.
“O povo preserva a floresta, mas sente a ausência do Estado. Ele não consegue ser atendido nas suas necessidades básicas e isso é algo que preocupa a todos nós que somos gestores de qualquer nível, e isso não é um problema de agora. Diante disso, quando vejo o BNDES chegando na Amazônia, o Ministério do Meio Ambiente preocupado com a Amazônia, eu fico feliz”, ressaltou.