Presidente do BNDES falou sobre política durante visita a Manaus e cobrou transparência nas investigações do Banco Master e do caso Carbono Oculto
Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (Foto: Jeiza Russo)
Instigado a falar sobre política em sua visita a Manaus nesta quinta-feira (10) para se encontrar com o empresariado local, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, tentou resistir: “O senador não está aqui não, eu sou o presidente do BNDES, então eu evito entrar naquilo que não é a minha função, porque eu estou no exercício aqui da minha presidência”, disse, mas acabou não resistindo.
Instigado a falar sobre política, Aloizio Mercadante tentou resistir: “O senador não está aqui não, eu sou o presidente do BNDES, então eu evito entrar naquilo que não é a minha função, porque eu estou no exercício aqui da minha presidência”, disse, mas acabou não resistindo.
“Eu acho que foi muito oportuna a decisão do presidente Fachin. Acho que ele recoloca o Supremo como instituição, tudo tem que ser apurado, ninguém está acima da lei, todos têm que ser investigados”, afirmou, acrescentando que acredita que o presidente Lula deu o tom do que deve acontecer.
“Tem que abrir todo o sigilo dessa informação para que a sociedade possa saber o que está acontecendo, porque a gente vê uma tentativa de amordaçar a Polícia Federal que é muito ruim, isso nunca aconteceu, se paralisar, por exemplo, o serviço da inteligência da Polícia Federal. Ela que está combatendo, o Carbono Oculto era uma rede de mais de 1.100 postos de gasolina que sonegavam impostos e que vendiam combustível alterado para a população, exemplificou.
Segundo Mercadante, a rede de sonegação resultava em R$ 26 bilhões de prejuízo fiscal. “Você pega esse caso do Banco Master, são R$ 52 bilhões que foram roubados, nós queremos saber onde está esse dinheiro, devolver esse dinheiro para a sociedade, e quem é que faz esse trabalho? A Polícia Federal. Então, ela tem que manter sua autonomia”, opinou.