Tribunal registrou 162 recursos após o primeiro turno e advertiu para o risco de decisões conflitantes no debate eleitoral.
(Foto: Agência Brasil)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu representantes das campanhas eleitorais para adverti-los sobre a disputa de recursos judiciais envolvendo o uso de redes sociais na corrida para o segundo turno.
Os dois lados da disputa se acusam mutuamente de disseminar desinformação na internet e apresentaram pedidos de remoção de conteúdos, colocando plataformas e empresas de tecnologia, como Meta e Google, no centro das ações judiciais.
Em nota oficial, o TSE pontuou que a intensa judicialização do processo eleitoral gera o risco de produzir decisões conflitantes e de impor restrições ao debate público entre os candidatos. Desde a realização do primeiro turno, a Corte registrou 162 recursos judiciais, número que representa mais que o triplo do contabilizado no mesmo período da eleição de 2022.
Um dos episódios em análise envolve o canal de WhatsApp denominado "Exército do Lula", administrado pelo deputado André Janones e com mais de 4 milhões de participantes. O espaço motivou decisões divergentes no tribunal após contestações sobre a suposta circulação de conteúdos que afirmavam haver corte de benefícios sociais, acusação que é negada pela campanha petista.