Apesar do volume elevado, total representa queda frente a 2023; Manaus e São Gabriel lideram notificações no estado
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O estado do Amazonas registrou mais de 35 mil casos de malária entre janeiro e o início de outubro deste ano, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Apenas nos primeiros 13 dias de outubro, foram contabilizadas 189 novas notificações da doença.
Apesar do total expressivo, o cenário atual representa uma redução no comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando o estado havia ultrapassado a marca de 53 mil casos confirmados.
Entre as cidades amazonenses, a capital Manaus lidera o ranking de incidência, acumulando mais de 5 mil diagnósticos no período. Na sequência aparecem São Gabriel da Cachoeira, com mais de 3 mil casos, além de Barcelos e Eirunepé, que registraram mais de 2 mil casos cada.
A maior concentração das ocorrências incide sobre áreas rurais e terras indígenas. Em relação ao perfil dos pacientes, crianças e jovens de 10 a 19 anos compõem a faixa etária mais afetada pela infecção no estado.
Transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectado pelo parasita, a malária manifesta sintomas típicos como febre alta, dores de cabeça e no corpo, calafrios, tremores, suor intenso, cansaço, náuseas e vômitos.
A orientação para quem reside ou frequenta áreas de risco é adotar medidas preventivas, como o uso de repelentes, roupas que cubram o corpo e mosquiteiros, além de evitar locais propícios à proliferação do mosquito. Ao surgirem os primeiros sintomas, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para a realização de exames e início do tratamento.