Estado contabilizou 35.129 notificações entre janeiro e outubro, contra 49.241 registros no mesmo período do ano anterior.
(Foto: Agência Brasil)
O Amazonas registrou uma redução de 28,66% no número de novos casos de malária entre 1º de janeiro e 7 de outubro, em comparação com o mesmo período do ano passado. No intervalo, foram contabilizadas 35.129 notificações da doença no estado, contra 49.241 no período equivalente anterior, de acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Malária da FVS-RCP, Mirna Barata, a diminuição está associada ao fortalecimento de parcerias entre o estado, municípios, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). O direcionamento das ações focou áreas com histórico de surtos, especialmente terras indígenas e comunidades ribeirinhas de difícil acesso logístico.
Para conter o impacto de períodos de estiagem prolongada nos rios, que tendem a isolar comunidades no interior, a vigilância em saúde antecipou a distribuição de testes rápidos e insumos medicamentosos. A estratégia busca assegurar diagnóstico oportuno e tratamento imediato diretamente nas localidades mais vulneráveis, evitando a evolução para formas graves da doença.
Sintomas e tratamento
A malária vivax representa a maior predominância no estado e no país. Apesar de apresentar evolução geralmente mais branda em relação à malária falciparum, o quadro também pode se agravar e levar ao óbito se não for tratado adequadamente. A espécie falciparum, por sua vez, requer diagnóstico ágil pela velocidade com que evolui para formas críticas.
A orientação para pessoas que frequentam áreas de mata, rios, caça ou pesca e apresentem sintomas como febre alta, dores de cabeça e tremores é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O diagnóstico e início precoce do tratamento impedem o avanço clínico e interrompem a cadeia de transmissão do parasita para novos mosquitos vetores.
No âmbito terapêutico, a rede pública tem avançado na oferta de esquemas em dose única, como a combinação de artesunato e mefloquina para infecções por falciparum, além da introdução da tafenoquina — aplicada após teste de triagem enzimática G6PD e complementada com cloroquina — para casos causados por vivax.