Especialistas se reuniram em São Paulo na última segunda-feira para debater dados sobre a saúde ginecológica da mulher e pesquisa sobre o câncer de colo de útero
Criada pelo Grupo EVA em 2021, a campanha Setembro Flor amplia o olhar para a saúde feminina ao chamar atenção para os cinco principais tipos de tumores ginecológicos: colo do útero, corpo do útero (endométrio), ovário, vulva e vagina. (Divulgação)
Há doenças que começam muito antes de apresentarem qualquer sinal. No caso do câncer do colo do útero, essa história pode estar ligada a um vírus conhecido por muitas pessoas, mas ainda cercado de dúvidas: o HPV. A falta de informação e de percepção sobre os riscos contribui para que a doença continue sendo um importante problema de saúde pública e uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no Brasil.
Segundo uma pesquisa conduzida pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), em parceria com o Instituto Locomotiva, em 2026, apesar do aumento no acesso à informação, 61% das brasileiras não realizaram o exame de Papanicolau no último ano e 34% não se consideram parte do grupo de risco para o câncer do colo do útero. Os números revelam um contraste entre conhecer a doença e, de fato, incorporar a prevenção à rotina.
Para a Dra. Andrea Gadelha, presidente do Grupo EVA, o tabu em torno do HPV, está relacionado principalmente por se tratar de uma infecção sexualmente transmissível
Para a Dra. Andrea Gadelha, presidente do Grupo EVA, parte desse cenário ainda está relacionada ao tabu em torno do HPV, principalmente por se tratar de uma infecção sexualmente transmissível.
Os resultados da pesquisa também chamaram a atenção para uma diferença entre ter acesso à informação e transformar esse conhecimento em atitudes de prevenção. Carolina Tonussi, gerente de pesquisa do Instituto Locomotiva, que atua há mais de 15 anos com pesquisas de mercado e insights para diferentes setores e públicos, acompanhou esse contraste ao analisar os dados.
Para a Dra. Adriana Arias, especialista pela AMB/ANAMT e mestranda em Saúde Coletiva com foco em Epidemiologia pela Unicamp, a mobilização em torno de doenças como o câncer de mama e o câncer de próstata já demonstra como as campanhas podem ser incorporadas pelas empresas e o mesmo movimento precisa alcançar os tumores ginecológicos.
Criada pelo Grupo EVA em 2021, a campanha Setembro Flor amplia o olhar para a saúde feminina ao chamar atenção para os cinco principais tipos de tumores ginecológicos: colo do útero, corpo do útero (endométrio), ovário, vulva e vagina. O movimento busca combater a desinformação, incentivar o cuidado integral com a saúde da mulher e mobilizar a sociedade e o poder público em torno da prevenção e do diagnóstico precoce.
A discussão também ultrapassa os consultórios e chega ao ambiente de trabalho, onde campanhas de conscientização podem ajudar a aproximar a prevenção da rotina das mulheres. Para a Dra. Adriana Arias, especialista pela AMB/ANAMT e mestranda em Saúde Coletiva com foco em Epidemiologia pela Unicamp, a mobilização em torno de doenças como o câncer de mama e o câncer de próstata já demonstra como as campanhas podem ser incorporadas pelas empresas e o mesmo movimento precisa alcançar os tumores ginecológicos.
Carolina Tonussi, gerente de pesquisa do Instituto Locomotiva, que atua há mais de 15 anos com pesquisas de mercado e insights para diferentes setores e públicos, acompanhou esse contraste ao analisar os dados.
*A jornalista viajou a convite do evento